O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público de São Paulo, em conjunto com o 11º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (11º BAEP), deflagrou nesta quarta-feira (17) a "Operação Covo de Arenque". A ofensiva visa desarticular uma célula da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) que atua fortemente em Ribeirão Preto e região.
Ao todo, a força-tarefa mobilizou as equipes para cumprir 10 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão. A investigação apura crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e comércio ilegal de armas.
O foco principal são as lideranças que coordenam atividades ilícitas tanto de dentro quanto de fora do sistema prisional, incluindo o envio de entorpecentes para presídios e negociações de armamentos de grosso calibre, como fuzis de assalto. De acordo com as autoridades, a rede criminosa possuía ramificações com atividades coordenadas em diferentes estados do país.
Prisões e lideranças identificadas
Até o meio da manhã desta quarta-feira, 09 criminosos já haviam sido detidos. Entre os alvos, destacam-se indivíduos de alta periculosidade com funções gerenciais e estratégicas na hierarquia da facção:
Riquelme ("Sintonia Geral do Interior"): Responsável pelas deliberações gerenciais do PCC no âmbito do interior paulista, cobrindo Ribeirão Preto e região.
Russo ("Sintonia 100% dos Estados"): Responsável por coordenar o tráfico de cocaína para outras unidades da federação.
Álvaro ("Disciplina"): Atuante no bairro Geraldo Corrêa de Carvalho, em Ribeirão Preto, responsável por julgar e decidir sobre as condutas dos membros da facção local.
Brooksfield ("Disciplinar do Interior"): Encarregado das decisões disciplinares em âmbito regional.
Outros integrantes: Também foram identificados operadores subordinados e responsáveis pela disciplina da organização, identificados como Kennedy (subordinado a Riquelme), Vinicius, Gleisson (subordinado a Russo) e Alcazar (subordinado a Russo).
Balanço Parcial de Apreensões
Durante o cumprimento dos mandados de busca, os agentes apreenderam diversos materiais que corroboram as investigações:
14 aparelhos celulares;
Arma de fogo e munições;
Notebooks;
Anotações e cadernos com registros ligados ao crime organizado.
As autoridades informaram que o GAECO e o 11º BAEP permanecerão operando na cidade por tempo indeterminado para garantir a total execução das ordens judiciais e aprofundar a coleta de provas.